6 de nov. de 2012

Uma reflexão ecológica

Este texto foi escrito pelo Biólogo Joaquim Teixeira e nos leva a uma reflexão sobre a construção da Usina de Belo Monte



Muito tem se falado a respeito de Belo Monte, como sendo a perdição nacional por movimentos ambientalistas ou como um grande empreendimento digno de um país em crescimento como o Brasil. Vi algumas coisas a respeito de que os índios não veriam a usina como algo negativo, mas até desejariam e alguns comentários até um pouco superficiais falando que não haveria outra opção: ou construímos a usina ou entramos em apagão. Bom, vamos esclarecer os  pontos.

Realmente existem populações que serão muito prejudicadas diferente do que já vi em alguns vídeos. [1,2] A questão indígena é muito cruel no Brasil ainda hoje como, por exemplo, a dos índios guarani kaiowa. Hidrelétricas no eixo centro-sul, como a grande Itaipu pagam royalties a municípios afetados, o que parece não ser cogitado para os índios queixosos.

Os custos de uma hidrelétrica não são nenhum pouco baratos, Itaipu custou 14 bilhões de dólares na época [3]. Como ainda não foi construída há valores que vão de US$ 3,7 bilhões [4] a R$ 31,2 bilhões de reais que transformando em dólar dá uns US$ 15 bilhões [5]. Os custos da energia eólica são de uns 3 mil ou 4 mil reais por KW ou R$ 3,3 milhões por MW [6],o que dá uns R$ 4 bilhões por GW ou R$18 bilhões em um  substituto a uma belo monte de 4500 MW ou 4,5 GW. Um fato interessante e que poderia ser explorado é o custo de nossa energia eólica:

Muitos países vêm se adequando a essa "onda verde" boa parte deles do 1º mundo [7]. A Alemanha é um ótimo exemplo disso com 25% de energia eólica [8]. Claro tem momentos que eles precisam comprar energia em estações sem vento, por outro lado eles também vendem em estações com muito vento a energia excedente. Temos um  potencial bom de ventos, não tão bom quanto de alguns países, mas ainda sim explorável.

Os impactos são mínimos: poluição visual e o barulho gerado. Mas nunca um parque eólico fica muito próximo de cidades e se perto de uma floresta é bem melhor só interferir no comportamento dos animais da região do que destruir tudo. Sem contar que uma torre eólica pode ser desmontada sem muitos custos para ser remontada em outro lugar.

Um país tropical como o nosso também poderia explorar o sol como fazem outros países diga-se não tão abençoados pelo sol, como os EUA [9]. Pode sim ser uma fonte cara, mas o caro é apenas por não haver investimento em uma única área: pesquisa científica. Temos uma tradição em construção de  Hidrelétricas, mas por que não mudar e investir em algo diferente? Explorar o sol de regiões como o Nordeste poderia ser uma oportunidade e até uma fonte de desenvolvimento para a região, partindo do preceito de sustentabilidade:  socialmente justo, economicamente viável, culturalmente aceito  e ecologicamente correto. Em um caso desses só precisaríamos reduzir os custos criando a tecnologia. Pode ser difícil, mas o Brasil é, por exemplo, pioneiro em extração de petróleo marinho pois viu suas ricas reservas e investiu na área por que não fazer o mesmo com a energia solar?

Hidrelétricas possuem muitos impactos tão ou até mais danosos que uma termoelétrica como, por exemplo, a liberação de gás carbônico vindo da decomposição de árvores o que agrava o efeito estufa. Ou seja, uma hidrelétrica pode gerar gás carbônico o que não é muito comentado. Em áreas menores é apenas aberta uma concessão para exploração de árvores já que elas vão morrer mesmo. Mas em alagadouros maiores, fica impossível desmatar toda a área, o que gera as emissões de gás carbônico. Outro efeito do gás carbônico é o aumento da acidez na água o que é muito danoso para peixes e plantas aquáticas, o que pode levar a eutrofização da água de um alagadouro e a morte de peixes em áreas que recebem a água pós-turbina, outro ponto pouco pensado.

E mais importante, uma hidrelétrica possui "prazo de validade", pois com o
assoreamento, causado pelos sedimentos carregados pelo rio e depositados na área alagada, ela será entupida rapidamente. Uma Itaipu da vida tem uns 200 ou 300 anos de duração, já uma Belo Monte pode ter uma vida útil de apenas 50 anos [10]. Destruir uma área como a de Belo Monte, mudar de lugar centenas de pessoas, impactar a água a dezenas ou até a centena de quilômetros de distância não vale o investimento e o tempo de vida tão pequeno. Uma criança de 10 anos no dia da inauguração estará viva com
certeza para ver os efeitos da usina quando ainda estiver trabalhando. E esses
sedimentos não podem ser retirados, pois custaria umas 3 ou 4 belo montes para fazê-lo.

Sem contar o impacto no padrão de reprodução de peixes que são importantes para o ecossistema como para pessoas que os pescam. Esses ribeirinhos seriam impedidos de pescar em certas épocas do ano (no período de reprodução) para compensar o impacto tendo que receber ajuda do estado o que seriam mais despesas.

A construção de uma usina como Belo Monte realmente causará mais prejuízos do que lucros. Obviamente não podemos ficar sem energia, mas será que tem sido investido em fontes alternativas de energia como deveria ou poderiam ser encontradas alternativas menos danosas?

Extras:

Referências:
[3] http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1374763-5598,00 SAIBA+MAIS+SOBRE+A+HIDRELETRICA+DE+ITAIPU.html
[4] http://www.socioambiental.org/esp/bm/inv.asp

16 de out. de 2012

Qual o valor do dinheiro?



Por Leonardo Martins

Em um mundo capitalista como o que vivemos, este é um dos principais questionamentos das pessoas. È um assunto polemico e que diverge pessoas, crenças, enfim, tudo o que vivemos neste mundo. Qual é realmente o valor do dinheiro nos dias de hoje? Ele compra tudo na vida? Enfim, são  questionamentos que todos nós temos e nunca sabemos a resposta exata para eles, apenas, podemos dar as nossas opiniões.

Bom, minha opinião a cerca deste assunto é clara e objetiva. O dinheiro tem um valor superestimável nos dias de hoje, muito por conta do capitalismo desenfreado em que somos inseridos e que atrapalha o mundo. O capitalismo e seu principal fruto, que é o dinheiro, geram as guerras, a miséria, as injustiças sociais, a corrupção e outras coisas mais de ruim que o mundo sempre viu, mas é inegável também que sem o dinheiro a gentte não vive e nem se pode melhorar as coisas ruins do mundo.

Em resposta à outra pergunta, o dinheiro é bom na vida, é quase fundamental para que continuanos vivendo bem, mas não compra tudo, principalmente a felicidade nossa. Infelizmente, algumas pessoas acham que o dinheiro compra a felicidade e promovem as injustiças sociais (guerras, fome, corrupção) ou são egoístas demais. A estas pessoas digo que vale muito mais a pena uma felicidade através das coisas mais simples da vida do que tentar comprar ela. Exemplos distos não faltam: é uma visita a uma casa de idosos carentes, é ouvir “Eu te amo” da pessoa amada, é um elogio sincero de um conhecido, é a família ficar unida quando um ente dela está necessitado, é uma tarde com um amigo da gente.

Todas estas coisas e muito mais que não citei fazem parte da felicidade simples e pura e essa o dinheiro não compra de jeito nenhum, pois ela independe do dinheiro para existir. Ela está nas coisas mais simples da vida. Então lembre-se disto ao comprar alguma coisa.

10 de out. de 2012

O Projeto da continuidade



Por Leonardo Martins

Ainda não escrevi sobre as eleições, mais por falta de tempo do que outra coisa, mas tenho que comentar a vitória de Márcio Lacerda (PSB) no primeiro turno aqui em Belo Horizonte. A vitória veio com quase 53% dos votos contra 40% de Patrus Ananias (PT), como anteciparam as pesquisas. A eleição de Lacerda mostra como o eleitorado belo-horizontino quer que esse projeto de continuidade.

Depois de vencer as eleições em 2008 tendo uma base fortissima reunindo os rivais PT e PSDB em uma aliança polemica, Lacerda fez de sua experiencia como administrador e gestor o note de seu mandato, mandato aclamado por pesquisas que o apontaram como o melhor prefeito entre as capitais brasileiras. Mas antes de dizerem que sou defensor convicto do prefeito, ele, tambén,  cometeu falhas durante seu mandato como a questão das enchentes na Av. Tereza Cristina e o caos que em se encontra a saúde na capital, isto, sem contar, o trânsito cada vez mais caótico.

Porém, o eleitorado, mesmo com essas questões falhas da nossa cidade, quis a continuidade deste projeto com Lacerda. Agora o prefeito não conta mais com o PT como aliado, teremos, finalmente, uma oposição de verdade para fiscalizar e cobrar de Márcio.

Uma das grandes polêmicas da campanha e necessidades da cidade é o metrô, que vem se arrastando a anos em BH. Nos últimos dias da campanha eleitoral, surgiu, na internet, um vídeo do vice de Lacerda, Délio Malheiros (PV), na época do vídeo, então pré-candidato a prefeito, falando que a sondagem do metrô era uma obra eleitoreira e que depois que as eleições acabassem, a obra do metrô pararia. O vídeo virou hit na internet e contribuiu para que os números de Patrus crescessem nas pesquisas e quase ocasionarem o segundo turno, o que foi evitado com a eleição de domingo. Os famosos “Buracos do Lacerda”, mesmo com o fim das eleições continuam no centro de BH e, ao ver, finalmente, o Metrô na Av. Afonso Pena irá sair.

No mais, o que todo habitante da região metropolitana quer de Márcio Lacerda é que nos próximos quatro anos o bom trabalho continue e que amenize ou acabe com os principais problemas da cidade junto com o Governo Estadual e a Presidência da República. Nós estamos de olho em você Márcio!.


7 de out. de 2012

Visões especiais

O Blog (D)Eficiência, com o proposito de discutir vários temas, principalmente, a questão da deficiência, inaugura a primeira série de postagens deste blog. A série "Visões Especiais", que vai saber o que os "Normais" pensam a questão do deficiente, a visão deles sobre a deficiência.

A pessoa que inaugura a Série é a companheira deste blog, Barbara Kelly, estudante de Intercâmbio em Portugal..



Deficiência... o que é, afinal?

Uma diferença entre as pessoas (e animais)? Apenas um conceito? Uma mera formalidade para identificação? Mas identificação de quê, exatamente?

“Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde.”

Sim, em acordo geral são pessoas especiais. Algumas com maior grau de dependência para determinadas tarefas. Este é um fato de conhecimento público e universal.

Mas o que nem todas as pessoas sabem, ou querem não saber, é que são muito agradáveis, em sua maioria de comportamento doce e de extrema inteligência e capacidade. 

Batalham desde sua fecundação, quando com uma anomalia genética, ou ao seu nascimento, por sofrerem de algum mal que os deixa com sequelas. Estas pessoas sabem qual o verdadeiro valor da vida, pois precisaram lutar, e muito, para que pudessem sobreviver.

Passado o período de risco, lutam para serem aceitos como pessoas, lutam para mostrar a capacidade e inteligência que os acompanha, mas por medo ou “simples” preconceito não são acreditados.

Acredito que a convivência com estas pessoas ajuda os ditos ”normais”, a terem uma visão mais ampla do mundo, do conhecimento e da vida.
Acredito que esta falta de conhecimento e preconceito se resolva com maior interação; E não exclusão. Temos de conhecer antes de julgar. E, no mínimo, mostrar todo o respeito e consideração, afinal, todos somos iguais.