16 de jul. de 2013

Porque somos assim?



Estou em minhas merecidas férias do Banco do Brasil, que comecei na sexta-feira última. Mas estou nesta noite fria de terça-feira e penso: “porque somos assim?”. Esta pergunta pode parecer vaga, mas se formos pensar não é tão vaga.

Porque nascemos desse jeito? Porque crescemos assim? Porque sofremos tanto com depressões e tristezas? Porque não somos aquilo que queremos ser? Enfim, uma gama enorme de porquês, que a gente talvez não descubra durante nossa vida. Mas, temos de ter uma certeza, viva a vida da melhor maneira possível.

Porque somos assim? Porque o destino quis que o ser humano fosse assim, cada um tem suas particularidades, seu jeito de ser, devemos respeitar e ajudar a superar os problemas da vida que somos sujeitos a ter.

1 de jul. de 2013

Os 15 dias que mudaram o país



Neste tempo de Copa das Confederações, muitos sentiram a ausência dos meus textos sobre as manifestações que mudaram o país. Passado o fim da competição-teste para a Copa do Mundo de 2014, venho ao blog fazer uma analogia entre o que aconteceu dentro e fora dos estádios e as conquistas que o povo brasileiro conseguiu nestes 15 dias.

A Seleção assim como a brasilidade estavam perdidos no tempo e precisavam ser ressuscitados. A Seleção não atraía olhares carinhosos da torcida desde a Copa de 2002 e o Povo parecia acomodado nos últimos vinte anos, desde o movimento dos “cara-pintadas”, que culminou na saída do Presidente Fernando Collor. O Brasil parecia ter perdido a sua identidade como brasileiro e atuante nos momentos importantes do país, nos últimos anos tivemos vários escândalos como o do Mensalão e não fizemos nada mais significantes.

A Seleção Brasileira também seguiu esse esquecimento por vários anos, jogos amistosos mais no exterior e jogadores pouco identificados com o torcedor brasileiro. Assistir jogo da Seleção não era mais um prazer, somado a isto fracas gerações que “pipocaram” nas últimas copas, 2006 e 2010, era uma coisa ruim.

O “Gigante Acordou” pela proximidade de um grande evento, a Copa das Confederações. Aquilo que começou por uma reinvindicação de redução de preço das passagens, se tornou um evento jamais presenciado por nossa geração, muito nova nos anos 90, um evento que tomou proporções sensacionais. Virou um grito de liberdade e de revolta da população contra as injustiças vistas no Brasil desde o Império, aquele sentimento de brasilidade que estava esquecido e parecia ter sumido, voltou com tudo nas manifestações e mobilizado pelas novas tecnologias, redes sociais.

A Seleção foi no mesmo caminho nas partidas da Copa das Confederações, começou simples e desacreditada e, jogo após jogo, vitória após vitória, conquistava a torcida com sua simplicidade e sua garra em campo, comandado pelo maestro Neymar, o ídolo maior de uma nova geração de jovens.

E foi caminhando juntamente, Seleção e manifestações, um aproveitando do outro, um fortalecendo o outro. Apesar de um ser objeto das manifestações, este sentimento de pátria voltou tanto dentro dos estádios como fora deles. Dentro dos estádios, o que foi visto foi um show, torcida cantando o hino nacional a todo pulmão. Fora deles, foi visto milhões de pessoas querendo um Brasil melhor e manifestando contra diversas coisas que estão erradas no país.

O resultado final foi um sucesso. O Show da seleção nos 3 a 0 contra a Espanha resgatou o orgulho da torcida com nosso time, a interação campo-arquibancada foi tão grande no Maracanã que eu me arrisco a dizer que jamais foi vista na história da Seleção Brasileira. Já as manifestações, além de unir o país, mostrou que o povo exerce um grande poder sobre os governantes, pois, a Presidente Dilma está trabalhando para cumprir as principais reinvindicações vindas das ruas e tornar o país um lugar melhor para se viver.

PARABÉNS BRASIL!!!! 

Postagem originalmente publicada no: http://esporteeevida.blogspot.com.br/2013/07/os-15-dias-que-mudaram-o-pais.html

16 de jun. de 2013

O dilema da escolha de uma profissão

Por Fernanda Damasio Castilho




Na atualidade o maior dilema dos adolescentes a qual profissão seguir? Se escolher essa profissão vou ter um bom retorno financeiro?

Essas são umas das muitas perguntas que os adolescentes têm que responder para si mesmos durante todo o ensino médio. Afinal essas perguntas decidem o futuro de muitos jovens , isso sem falar na pressão de todos em seu em torno para ser bem sucedo , mostrando assim a visão cada vez mais capitalista da sociedade como um todo. Colocando as profissões que dão mais dinheiro em primeiro lugar antes mesmos de pensar que se fizer o que gosta pode ter uma condição financeira depois mesmo que a área de sua escolha não de muito dinheiro afinal tudo que e feito com empenho, zelo e amor tem muita chances de dar um bom retorno no final. Pense nisso!

3 de mai. de 2013

O Mirante dançante

Ao longo destes 2 anos e meio que escrevo neste espaço compartilhei com vocês, leitores, minhas experiências realizadas por este Brasil. Pois bem, no último feriado, dia 1º de maio, tive mais uma experiência inédita e que a alguns anos atrás jamais pensaria em realizar. Ir a um festival de música, no caso o BH Dance Fesftival, ocorrido no Mirante Olhos D'água, no topo de Belo Horizonte e eu estava lá.

O BH Dance Festival deste ano contou com vários DJ's, o mais conhecido e mais aguardado era o belga Avicii, autor do Hit “Levels”. O DJ fez sua primeira apresentação em solo mineiro e levantou o público com muita alegria e agitação. Como não sou muito chegado em baladas, só conhecia o Avicii mesmo, porque toca em rádios pelo Brasil, mas o ambiente criado para o Festival foi semelhante aos que acontecem na Europa, me senti como se estivesse em Ibiza, arquipélago espanhol famoso pelas baladas eletrônicas. E uma loucura total, bem como se define estas baladas.

Eu cheguei ao Mirante as 2h da tarde, depois de subir um morro de uns 500m, vi a entrada e a emoção foi enorme, estava ali com milhares de pessoas num festival de música era muito gratificante para mim. O som comendo solto nos palcos e o agito começou. Eram 5h da tarde quando o show mais aguardado do evento começou, o do citado Avicii, o sol estava se pondo no horizonte belo de nossa amada Belo Horizonte e eu estava lá agitando no meio de todo o mundo como as outras pessoas. Foi um momento inesquecível para mim, sem palavras para descrever. Depois de 2h de um show com luzes psicodélicas e imagens que deixam o ambiente propício para estas baladas, o Belga se foi deixando eu e o público extasiados e encantados com o espetáculo que havia presenciado.

Depois de 5h em pé, o que já era um recorde para mim, entrou o brasileiro Pete Tha Zouk, outro espetáculo sensacional e com interação total com o público, deu show o DJ misturando músicas black com eletrônicas. E eu, como amante da música negra americana que sou, fui a loucura. As 9h da noite, depois de 7h seguidas em pé, meu corpo não aguentou mais e fui embora desta experiência louca e muito grafificante, desci o morro arrastando minha perna esquerda.

Vocês devem estar se perguntando: Léo, você não foi sozinho né? Claro que não, para esta aventura se juntou a mim uma pessoa que é uma das minhas maiores incentivadoras a conquistar cada coisa que venho conquistando nos últimos tempos (não gosto de citar nomes para não cometer injustiças, mas neste caso vou ter que citar, desde já peço desculpas a outras pessoas haha!!), a queridissima amiga Bárbara Kelly (que já foi escritora deste espaço, aliás quando quiser voltar a escrever, o seu espaço está aberto, ok Babi?!?). Só gostaria de agradecer a sua companhia neste momento.

Sem maiores delongas, termino este texto expondo minha felicidade de ter conseguido me superar e ficar em pé por 7h seguidas, isto é dificil até para gente “normal” imagine para uma pessoa com necessidades especiais. Estou pronto para outros festivais, porque os especiais podem ir a um festival de música e serem felizes como qualquer outra pessoa.

17 de abr. de 2013

O valor da conquista

No último domingo, o Fantástico da Rede Globo, mostrou uma reportagem onde dois especiais eram protagonistas. O gaúcho Cláudio e o paulista Marco Aurélio, duas pessoas enviadas por Deus para ensinar a todos. A matéria consiste em mostrar a superação dos dois que venceram na vida, mesmo com todas as dificuldades. Cláudio é psicólogo e mestre em Educação, portador de uma rarissíma doença regenerativa. Marco Aurélio tem uma história de vida semelhante a este blogueiro que vos escreve, teve paralisia cerebral e formou em jornalismo. Mais detalhes da reportagem e o vídeo estão aqui.

Pois bem amigos que me lê. Fui cercado por muitas pessoas, amigos, familiares, que se lembraram de mim ao ver, indagando se eu vi a reportagem e tal, só a vi um dia depois de que ela foi ao ar e não me arrependi, porque esta reportagem me emocionou bastante, não cheguei a chorar, mas fiquei sem palavras diante de tais histórias, que são belos exemplos de vida até para quem é um exwnplo de vida, no caso eu.

As histórias de Cláudio e Marco Aurélio mostram que a conquista do ser humano diante de uma dificuldade tem um valor inestimável. Cláudio, com uma rara doença, tinha pouca expectativa de vida e venceu, com todas as dificuldades impostas por esta enfermidade. Já Marco Aurélio, com uma paralisia que deixou sequelas e todas as dificuldades que também enfrento na vida, se formou em jornalismo. Estas duas histórias mostram a todos que devemos persistir nos nossos sonhos e objetivos de vida e nos dá ânimo para os momentos de tristeza e de frustração. “Se eles, com todas as dificuldades impostas pela deficiência, conseguem porque eu, que sou 'normal', não consigo? Oras eu também posso!!!”, este deve ser o pensamento de todos diante de tal história.

Ver a inclusão dos dois especiais no mundo, com suas características, apoiado pela família, amigos, colegas de escola e de trabalho, mostra que o preconceito diante dos especiais está diminuindo, por isso eu, eles, todos nós, especiais, não devemos jamais desistir de viver a vida como ela é, por mais que o mundo queira nos desanimar e nos derrubar. Temos o direito de estudar, trabalhar, se divertir, sem ser tratados como seres inferiores só pelo que aparentamos ser. Quem me conhece, sabe que tenho quaidades e defeitos comuns a todos os seres humanos, mas não um ser inferior só porque eu sou deficiente como muita gente acha nas ruas.

14 de abr. de 2013

“Gentalha, Gentalha, Gentalha...”



Quem nunca ouviu essa frase? Pois bem, estou falando do Quico, personagem do histórico seriado Chaves, interpretado pelo genial Carlos Vilagran. O que me deu pra falar deste assunto? É que Carlos Vilagran está fazendo uma turnê de despedida de seu principal personagem, ou seja, está se aposentando dos palcos, e esta semana está no Brasil, onde o seriado ainda faz sucesso.

O Quico, assim como todos no seriado Chaves, é de uma pureza infantil, marca registrada do seriado. Tido como o mais bobo dentro do seriado, Quico representa um personagem antagônico, aquele que quer se sair bem em todas as brincadeiras, mas sem as maldades de um vilão, muito pelo contrário, é mais um personagem dentro do contexto do seriado.

Esta coisa boba de Quico, muito vinda de ser mimado demais, torna o personagem muito querido por todo mundo, perdendo em popularidade só para o próprio Chaves e o lendário Seu Madruga. Além da frase-título deste texto, Quico tem outros bordões inesquecíveis, como o “Cale-se, Cale-se, Cale-se, vocês me deixam loucos!!!!” e o “que coisa não?”.

Assim como Ramón Valdez (Seu Madruga), Roberto Bolaños (Chaves) e Maria Antonieta de la Nieves (Chiquinha), Carlos Vilagran colocou um pouco de sua alma naquele menino com “bochechas de buldogue velho”, e estará eternizado para sempre nos corações de milhões de fãs do seriado Chaves.

O Quico sai de cena por conta da idade avançada de seu intérprete, 69 anos, 41 só de Quico, mas Quico jamais sairá de nossas mentes como aquele menino que queria a “bola quadrada” e do choro mais sensacional da tv mundial. Viva Quico!!!