1 de set. de 2014

O que é ser especial...



É com enorme prazer e gratificação que anuncio a vocês que temos uma nova colaboradora neste espaço. O nome dela é Juliana Romero, cadeirante, foi minha colega no Brincar... E no texto de inauguração, ela fala sobre o que é ser especial...

Por Juliana Romero

Nós deficientes, seja cadeirante, cego, síndrome de down, entre outros, temos que mostrar que somos “normais” que somos capazes de levar uma vida como qualquer outra pessoa normal que não foi vitima de uma paralisia cerebral. Atividades como estudar, capacidade de aprender, passear, namorar, casar, superar nosso limites, enfrentar medos, olhares preconceituosos das pessoas, conquistar nossos espaços e lutar pelos nossos direitos...

Ser especial é uma lição de vida, para todos, tanto nós especiais quanto para pessoas normais, pois aprendemos a sermos pacientes, compreensivos, respeitarmos, afinal todos nós somos seres humanos iguais. Nós especiais, não devemos deixar de lutar e sonhar pelo que queremos alcançar por causa da deficiência física, das palavras negativas e preconceitos das pessoas “normais” e seguir e frente (isso ser é um exemplo para todas pessoas) afinal ser diferente é normal.

Ser diferente é ser normal! Penso, Sinto, logo existo...

27 de ago. de 2014

O Primeiro debate



A TV Bandeirantes realizou o primeiro debate entre os candidatos a Presidência da República. Compareceram ao todo, sete candidatos, o que atrapalhou o ritmo do debate que se tornou longo e cansativo para quem assistiu, culpa da lei eleitoral que exige a presença de todos os candidatos que tenham representação no congresso. Como na internet há mais liberdade nesse período, vou emitir minhas opiniões.

O debate deveria ser limitado a três ou quatro candidatos, no caso de ontem, Dilma, Marina e Aécio, os três principais candidatos, o que ajudaria a ter um ritmo legal e mais trocas de ideias e é claro, um pouco de polemica. A presença de outros candidatos, como os nanicos, não acrescenta em nada ao debate e torna o debate chato para todos.

Vamos ao debate, como foi o primeiro debate e a campanha ainda está engrenando, ainda mais com a morte trágica de Eduardo Campos, os candidatos se mostraram mais comedidos e se querendo mostrar ao eleitor. Não tivemos grandes discussões, fato que em outros debates pode ocorrer, mas tivemos vários embates interessantes.

Vou analisar os três principais candidatos, Dilma, Aécio e Marina. Começando pela Presidente e candidata à reeleição. Dilma se pautou do discurso fantasioso que está tudo bem, que o país está uma maravilha, mostrou-se perdida durante os questionamentos dos outros candidatos e dos jornalistas da Band que fizeram perguntas a eles, se agarrando a um discurso que o eleitor mais inteligente não quer ouvir (que é o público que para para assistir  o debate). Um pouco mais de humildade e autocrítica não fazem mal a ninguém hein Dilma.

O meu conterrâneo das Minas Gerais, Aécio Neves, ainda verde em debates desse nível, se mostrou um pouco desesperado pela condição das pesquisas, em terceiro, e partiu para o ataque em cima das duas mulheres que lideram as pesquisas, agarrando-se as distantes conquistas de FHC, apresentando poucas propostas, mesmo assim se saiu melhor que Dilma.

A recém-candidata do PSB, Marina Silva, salvou o debate com uma tranquilidade e serenidade, se apresentou como uma terceira via, propondo uma mudança com responsabilidade, citou políticos dos dois partidos adversários. O que me incomoda em Marina Silva, é que ela não tem postura que uma pessoa que pretende esse cargo. A pessoa que quer ser presidente precisa ser uma pessoa com fala firme e roupas mais formais. A acreana, por mais que as ideias sejam excelentes, tem uma fala mansa e se veste como se fosse ir a uma reunião de amigas, parecendo não se importar tanto com a imagem física que passa a população. E isso conta e muito numa eleição desse nível.

Os outros candidatos pouco acrescentaram ao debate, Eduardo Jorge e Luciana Genro protagonizaram cenas engraçadas que são pouco valorizadas num debate, afinal, política e humor não podem se misturar (apesar de que curto horário político só para rir dos candidatos).

Veremos os outros debates que teremos na campanha.


1 de jul. de 2014

20 anos de plano Real



Em meio a disputa da Copa do Mundo em nosso país, uma data pode ser esquecida, mas deve ser comemorada. Nesta terça-feira, o nosso querido dinheiro, o Real, completa 20 anos. São vinte anos de uma estabilidade econômica que ajudou o país a se tornar uma grande economia mundial.

Muitos de nós não se lembram, mas nos anos 80 era muito difícil economizar dinheiro, pois a hiperinflação corroía os salários, um produto era um valor de manhã, no final da tarde do mesmo dia já aumentava. Muito devido aos planos econômicos fracassados e a constante mudança de moedas no Brasil.

Pessoas com 40 anos de idade ou mais sentem calafrios ao lembrar dos planos Cruzado, Verão e Collor, pois foram planos considerados uma tragédia com medidas impopulares. Uma das medidas foi implantada no Governo Collor em que o dinheiro das poupanças foi confiscado pelo governo e muita gente perdeu as suas economias.

Tudo começou a mudar a partir de 1993 com a chegada de FHC ao Ministério da Fazenda e o planejamento do futuro Plano Real. Fernando Henrique, o pai do Real, conseguiu estabilizar o grande pesadelo dos brasileiros, a Inflação e criou uma moeda forte.

O Real nasceu em paridade com o Dólar e a população correspondeu bem a mudança, confiando na nova moeda. O Brasil, desde então, cresceu e tornou-se uma grande economia no Mundo, mesmo com as diversas crises econômicas que o mundo enfrentou.

Com o Real, as notas das moedas antigas e as hiperinflações que chegaram a 2000% ao ano viraram páginas de livros  e peças de museus.

8 de mai. de 2014

Um transporte caótico



O transporte público deveria ser um dos pilares da administração de uma cidade, mas, infelizmente, no nosso país é algo com várias reclamações, especialmente em nossa cidade, Belo Horizonte. Como utilizador de ônibus e metrô e curioso acerca dos meios de infraestruturas de nossa cidade, posso falar acerca do assunto.

Primeiramente, vale salientar que o problema do transporte público não existe partido x ou y que não olha o problema, pois são todos os partidos que passam ou passaram pelo poder que não investiram em transporte público, especialmente em BH. Mas vamos por partes.

Primeiramente, falemos dos ônibus. A implantação do Sistema Move, o BRT de BH, vem caminhando a passos de tartaruga, a 37 dias da Copa do Mundo, o evento que impulsionou a implantação do sistema em BH, não chegou ao estádio que irá receber os jogos. O corredor da Antônio Carlos só irá ser inaugurado na segunda quinzena deste mês e promete ser mais um momento caótico, assim como foi visto no Corredor Cristiano Machado quando da inauguração em março.

O BRT veio para facilitar a vida da população, mas o amadorismo da BHTRANS para gerir o sistema e divulgar as novidades que causa este tipo de stress e confusão nas pessoas. Pois, várias linhas foram e serão extintas e o órgão não fez uma propaganda nos meios de comunicação para informar as mudanças. O que se viu foi só reclamações na estação São Gabriel.

Ainda no BRT, mas no segmento metropolitano do Move. O já conhecido problema das linhas metropolitanas se viu na implantação do Move, são linhas com quadro de horários horríveis e confusões de informações.

Saindo do BRT, os ônibus convencionais estão agarrados no trânsito caótico de Belo Horizonte e seus passageiros enfrentam lotação nos veículos, muito calor e desconforto. Os deficientes e pessoas com dificuldade de locomoção enfrentam problemas nos elevadores dos ônibus, que, por muitas vezes, estão estragados e atrapalham.

Outro modal de transporte existente na capital mineira é o Metrô, ou melhor, trem de superfície. Trem de superfície é porque, o metrô de BH não pode ser chamado de metrô, devido a simplicidade e a precariedade do sistema, são trens francêses da década de 80, o fato de apenas ter uma linha, são alguns dos problemas desse meio de transporte. O que atrapalha o sistema de  Metrô é a falta de investimentos por parte dos governantes. A expansão do Metrô de  BH vem se arrastando durante 30 anos e por enquanto só promessas são feitas  e nada sai do papel. Vamos ver se agora o Metrô de BH vira um metrô de verdade e atenda as principais populações da capital e região metropolitana.


3 de abr. de 2014

50 anos de história...



Nesta segunda-feira, 31 de março, uma data histórica e que mudou os rumos do país para sempre completou 50 anos. O golpe de 64 feito pelos militares e a elite brasileira, que instaurou os piores anos da República e  que perdurou por longos 21 anos, 21  anos de uma ditadura militar que trouxe marcas irreparáveis para a nossa cultura.

O Golpe começou a ser costurado bem antes, mas se deu diante da ameaça do Presidente João Goulart, o Jango, de se instaurar uma república comunista no Brasil (coisa que nunca fora confirmada), o fato amedrontava a classe média brasileira e, é claro, os Estados Unidos. Jango, de fato, era um presidente com jeito de comunista, visitara as potências socialistas e comunistas, União Soviética e China, pregava reformas socialistas e tinha a popularidade das classes mais baixas da população.

Mas, ao assumir o poder, os militares começaram a reprimir até quem ajudou a arquitetar o Golpe, caso de Magalhães Pinto, então governador de Minas, que em 1965 teve seus direitos cassados. A censurar a imprensa, reprimir toda e qualquer tipo de manifestação cultural e intelectual. Artistas, hoje muito queridos do público, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, foram para o exílio em países na América Latina e Europa, os que ficaram sofreram na clandestinidade.

Para se legitimar no poder perante a população, os militares se valeram da propaganda política e até da paixão do país que é o futebol.  O governo usou da conquista da Copa do Mundo em 70 para exaltar as qualidades do país  e esconder as torturas cometidas a quem não era amigo do regime.  O que falar do  “Milagre Econômico” ocorrido nos anos 70 em que a nossa economia cresceu desordenadamente? Tudo isso fora usado para legitimar o regime.

Tanto que quando essas coisas diminuíram, os militares se viram obrigados a começar a distender o regime e promover a abertura política. Mas os números econômicos foram uma herança maldita deixada pelo regime que só foi ter fim com a criação do Plano Real, já nos anos 90.

Mas quem saiu ganhando com o regime e, até hoje, colhe os frutos dessa ajuda ao regime é a Rede Globo. A emissora de Roberto Marinho começou no inicio do regime  e se tornou a potencia que  é hoje, aliada a fatores técnico-administrativos, graças ao Regime. Durante os anos do Regime, a Globo foi sempre uma aliada do governo, o que levou, rapidamente, a ser líder de audiência com números incríveis e jamais igualados por outras redes de Televisão.

É com tristeza e a certeza que, mesmo se passando 50 anos, o Brasil lembra do fato que  mudou a sua história para sempre. Se o Rumo fosse outro, o Brasil estaria bem como está hoje? Isso nunca saberemos...