14 de dez. de 2015

Qual é o nosso limite?



Muitos se perguntam a respeito disto, eu mesmo já me perguntei várias vezes qual é o meu limite? Bom, ultimamente, tenho vivido novas experiências, que estão me fazendo ter outro conceito de limite, que estão me fazendo olhar outras coisas, que antes eu não via.

No caso de um especial, limite faz parte do nosso vocabulário desde a descoberta do diagnóstico, no meu caso não é diferente, convivo com a palavra limite desde o meu nascimento, mas diante dos últimos acontecimentos que tem ocorrido na minha vida e estão sendo muito bons e de um crescimento  pessoal incrível, me pergunto, qual o nosso limite? O limite é algo que a gente coloca na nossa cabeça, mas que, na realidade, não existe?

A vida me proporcionou e tem me proporcionado várias  coisas que eu consegui superar, algumas delas jamais imagináveis por mim, é  andar no centro sozinho, fazer compras, comer hambúrgueres sem depender de outras pessoas e outras coisas que me fazem chegar a seguinte conclusão, o limite é algo implantado na nossa cabeça para nos limitar, criar barreiras invisíveis que nos paralisa e nos faz  cair, as vezes, numa depressão.

E isto vale tanto para pessoas “normais” como para nós especiais, o limite é algo imaginário da nossa cabeça, muitas vezes colocado pela sociedade, as vezes precisamos de outras pessoas para nos dar um incentivo para superar, outras vezes conseguimos pensar sozinhos e arranjamos fórmulas para superar nossos “limites“. A gente pode conseguir o que a gente quer, basta ter perseverança e abandonar nossos limites, sempre com muita paciência e calma que um dia nosso objetivo é alcançado.

Então, esta foi uma carta a quem acha que a vida tem limites que jamais serão superados, pois a vida mostra que estes limites são superáveis.

VIVA SEM LIMITES!!

1 de dez. de 2015

O marketing do bem



Um outdoor em Curitiba gerou comoção e revolta nesta terça-feira. A mensagem deste outdoor pedia o “fim” dos privilégios para os deficientes no Brasil, o fato gerou muita revolta nas redes sociais que ficaram indignados achando que tinha um grupo defendendo o fim dos privilégios. Logo depois, se soube que, na verdade, era uma ação de marketing da Prefeitura de Curitiba  que tinha a intenção de chamar a atenção para a causa do especial, cuja essa semana comemora-se o Dia do deficiente.

Eu, como especial, que sou, também fiquei revoltado quando vi o outdoor, desabafei no facebook, achando um absurdo quem defende o fim dos privilégios para os deficientes. E olha que nem privilégios são, são direitos comprovados cientificamente conquistados por nós. Mas quando vi que se tratava de uma pegadinha, uma ação de marketing social, fiquei satisfeito  com a repercussão positiva do fato.

O que nós, especiais, procuramos é ter uma maior inclusão, a minha principal luta não é por rampas, um mobiliário adequado, mas sim que o preconceito das pessoas, aquilo que a sociedade coloca erradamente, acabe. Como diz o cartaz do marketing da cidade paranaense: “Se tantos se revoltaram, porque tantos ainda desrespeitam?”
 
Fico satisfeito em saber que esta causa, do fim do preconceito, tem muita gente querendo entender como é a vida do especial, aqueles que convivem com um, aqueles que não convivem, enfim, aos poucos, o Brasil está mudando a cabeça e vendo que possamos ser como qualquer outra pessoa.

21 de nov. de 2015

Experiencia para a vida



Como um dos objetivos do blog é contar minhas experiências no mundo, o blogueiro que vos escreve volta a contar experiências vividas. Na última quarta, vivi uma experiência nova e gratificante que foi dar uma mini-palestra na turma de psicologia da PUC Minas. Contar experiências vividas por um paralisia cerebral que eu sou, a minha história de vida, minhas conquistas, enfim, ensinar um pouco como é a vida de superação.

Fui convidado por uma amiga da turma de psicologia para falar sobre minha história de vida, já que o tema do trabalho do grupo era sobre paralisia cerebral. Muito dos casos vividos eu já contei aqui no blog, mas outros não. Falei de temas como a entrada minha na escola, a alfabetização com 5 anos de idade por uma fonoaudióloga, os preconceitos da sociedade, o mercado de trabalho, os desafios de um deficiente na vida social, o papel dos profissionais de saúde no meu desenvolvimento, o papel da família e dos amigos.

Uma das mensagens que deixei em meu depoimento foi “as pessoas, muitas vezes, nos veem como coitadinhos, mas temos que mostra-las que o preconceito está na cabeça delas e ir a luta, ser feliz, porque somos normais como qualquer pessoa claro que com limitações”. Outra mensagem foi no sentido que os psicólogos tem papel fundamental na vida das pessoas com deficiência, então vocês tem que enxergar esse valor e ajudar as pessoas a se superarem.

Para finalizar o texto, gostaria de compartilhar que eu gostei de dar meu depoimento em público pela primeira vez na vida, foi um momento de superação, pois encarar uma plateia nunca foi fácil para mim, desde os tempos de colégio. Mas a vida tem me mostrado que eu posso ir mais longe do que eu já sou, principalmente nesses últimos meses que está acontecendo uma coisa tão boa na minha vida que tem me feito crescer bastante na vida, muito da palestra só foi possível porque isto está acontecendo em minha vida.

Obrigado a todos que me ouvirão, Obrigado Vida...