29 de abr. de 2016

O cuspe da intolerância



O Brasil tem vivido momentos de efevercência política por conta do processo de Impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Disto falarei em outra oportunidade, mas o motivo que me vem a este blog é o fato de que na última semana, dois acontecimentos desagradáveis aconteceram com uma coisa humana, mas muito ruim, o cuspe e por conta de ideologias políticas.

Na votação do Impeachment, no plenário da Câmara, o deputado e ex-big brother, Jean Willys (PSOL-RJ), um grande defensor das causas LGBT, cuspiu no seu colega e antigo desafeto, Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O motivo da cusparada foi o fato de que Bolsonaro, em seu voto, exaltou o Coronel Ulstra, já falecido, que foi um torturador na ditadura militar. O segundo fato ocorrido envolveu o ator José de Abreu em um restaurante de São Paulo, que cuspiu em um casal que o insultou por ser favorável ao governo que está de saída. Sim, acho que Dilma será tirada do poder,  mas isto não vem ao caso.

O cuspe é uma coisa tão humilhante para quem recebe, é como uma agressão física para uma pessoa. E já tivemos inúmeros casos no esporte, na política, enfim, condeno qualquer tipo de violência e ainda mais esta. Nos tempos de disputa política ferrenha como o que estamos vivendo, o cuspe se torna um símbolo de intolerância com o diferente, no mundo, devemos ser tolerantes com os que pensam diferente da gente e não sair desferindo cusparadas por aí.

17 de mar. de 2016

A metamorfose de Brasília



O Brasil tem vivido uma crise política e econômica sem precedentes, a cada dia tem novas coisas que estão mexendo com o Brasil. O que transforma o Brasil e seu governo, de 12 anos do PT , num caldeirão efervescente e que envergonha as pessoas de bem, deixando o mundo perplexo. 

Brasília está a um ponto de explodir, assim como o Brasil, por conta dos últimos acontecimentos da crise política. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que são ligadas no cume do governo Dilma e da crise política, que chamo de metamorfose no Congresso. Estamos numa fase crítica jamais vista na história brasileira. É senador preso e acusando todo mundo, no caso do Delcídio Amaral e sua delação premiada, que estremeceu as bases da política brasileira, é ex-presidente investigado assumindo ministério para ganhar foro privilegiado, é juiz divulgando escutas telefônicas envolvendo presidente da república, enfim, várias coisas que vem entristecendo o nosso país. 

Por muitas vezes, expus minha opinião com liberdade, de alguém que acompanha a política e a vida do país. O que está acontecendo é algo estarrecedor, onde já se viu uma pessoa investigada ganhar um ministério, como o Lula ganhou a Casa Civil, só aqui no Brasil acontece essas coisas. Não vemos ninguém com caráter que possa assumir a liderança e retomar os rumos do país, na época do Impeachment do Collor tínhamos uma figura como Ulysses Guimarães que era uma liderança íntegra que lutou a favor do povo. 

Hoje, com quase todo mundo emaranhado na lama da corrupção tanto por parte do governo como por parte da oposição, falta esse líder. Vivemos uma crise sem precedentes, política, a beira do segundo impeachment de um presidente em 24 anos, econômica, com recessão forte, o país andando para trás, e, principalmente, de identidade, quem é o Brasil?

Certamente, um dia iremos passar desta crise, esperamos que a população consiga reerguer a nação com sua união e aquela vontade de que brasileiro não desiste nunca, que podemos reverter o momento ruim.

2 de mar. de 2016

A alegria interrompida



Neste dia dois de março, o Brasil lembra os 20 anos de uma morte que abalou o emocional de uma nação. Os Mamonas Assassinas saíram da cena musical da pior maneira possível, os integrantes deste grupo morreram em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, região metropolitana de São Paulo. A morte do Mamonas é sentida até hoje, pois, quem conheceu o grupo, se encantou pelo jeito moleque dos 5 músicos e pelas letras irreverentes que eles cantavam.

Quem tem mais de 25 anos nunca se esquece da alegria daquele grupo que se consolidou como o maior sucesso da metade dos anos 90 na música brasileira. Em 8 meses de sucesso meteórico e um único CD lançado, o Mamonas Assassinas conquistou o Brasil com um jeito inocente e irreverente de ser, principalmente por seu líder, o vocalista Dinho. Mamonas era sinônimo de alegria e festa por onde passava.

A música que eles tocavam transmitia o lado alegre da vida, com certo tom de deboche em suas letras. Quem nunca se esqueceu do principal hit da banda, “Pelados em Santos”, que fez ficar famosa a Brasília Amarela, ou do “Robocop Gay”, que misturava duas coisas tão antônimas, a virilidade do herói do cinema com a “frescura” do homossexualismo. 

Por conta da sua irreverencia e do jeito inocente e debochado de ser, o Mamonas Assassinas conquistou fãs de todas as idades, inclusive, este que vos escreve, que tinha 7/8 anos e curtia as músicas e as letras zoeiras dos garotos de Guarulhos. Meu pai teve uma fita K-7 do grupo em que viajávamos escutando e curtindo as músicas no carro. 

Mamonas Assassinas é um grupo que transcendeu o universo da música, virou ídolo nacional. Como estaria os Mamonas se não tivesse acontecido o acidente? Nunca vamos saber, o que sabemos é que eles deixaram uma lacuna imensa sentida até hoje e lembrada neste dia em que se completa 20 anos da morte deles.

E você caro leitor do blog, qual era a música preferida deles? O que você fazia a 20 anos atrás?

20 de fev. de 2016

Coisas de ser especial



Ser deficiente, ou especial, como gosto de dizer implica várias coisas. Ainda mais no caso meu que sou de Paralisia Cerebral. Bom, faço este texto baseado não só no que eu vivo, mas, também, de outras pessoas que eu mantenho contato e o que eu tenho lido ultimamente. O que é ser especial? Convido-os a viajar pelo mundo do especial.

Primeiramente, o especial é um ser que requer muito cuidados, mas isso não significa que ele precisa ser acomodado, temos nossos limites impostos pela deficiência, qualquer que seja, física, visual, auditiva, mas podemos saber superar nossos limites, basta mostrar para nós mesmo que as pessoas que nos circunda percebem que podemos ser independentes.

Esta busca pela independência é uma coisa recorrente no mundo do especial, mas o que é ser independente? Penso que ser independente é mais que realizar as coisas sozinho, é ter uma cabeça equilibrada, segura e amadurecida. Por conta do mundo preconceituoso em que vivemos, o especial tende a se acanhar e não procurar essa independência, principalmente quem tem paralisia cerebral, que, por muitas vezes, é confundido com um deficiente mental, mas precisamos superar todas os preconceitos e sermos independentes, para vivermos uma vida normal.

Ser especial é chamar a atenção por onde passa, é ser querido por todos que conhecem eles a fundo, familiares, amigos, relacionamentos amorosos. Ser especial, principalmente, quem tem paralisia cerebral, é ter direito a amar e ser amado, é aceitar e, principalmente, ser aceito do jeito que ele é, com todos defeitos, limitações e qualidades que temos, é saber compreender o que tem de bom e ruim no mundo, pessoas que amam o especial de verdade ou pessoas que se aproveitam do especial para tirar proveito em alguma situação.

Ser especial é ser doce, sensível, mas sem deixar se levar pelo lado bobo da vida, muitas vezes, o especial é visto como uma pessoa que é meio relapsa as coisas, mais uma coisa que a sociedade nos impõe e cabe a nós saber superar e mostrar que somos capazes de entender e participar dos rumos da vida do país, da família. Isto também cabe as pessoas quererem aceitar, abrir a mente.

Este lado sensível e doce do especial, também é um lado amoroso e carinhoso, atencioso, que sabe ajudar os amigos com palavras, gestos, procura entender o que o outro está passando. Por conta de toda a dificuldade, a pessoa com deficiência adquire uma sensibilidade maior do que os “normais”.

Ser especial é ser determinado em querer superar, a garra que estas pessoas em querer viver, em querer mudar a si mesmo, mesmo que a cabeça e ouros fatores nos fraquejam e nos deixam para baixo, é algo que deve ser valorizado por todos. Ser especial é ser cidadão que tem direitos e deveres, que reclama dos governantes e dos prestadores de serviços que não dão condições dignas a nós para nos locomovermos e ser pessoas humanas dignas. 

Finalmente, ser especial é ser normal, é a chance de dizermos ao mundo que estamos aí e merecemos viver uma vida normal, como qualquer ser humano, não se tratar como coitadinho, é ter direito a frequentar bares, praias, teatros, cinemas como qualquer pessoa, é estudar, trabalhar, namorar, ter amigos, viajar.

ESPECIAL, MOSTRE AO MUNDO QUE VOCÊ É CAPAZ E MUNDO, CONVIDO-O PARA ACOLHER UM ESPECIAL E CONHECER COMO ELE É!!!!