Por muitas vezes, neste espaço escrevi
sobre política, o que é normal e é um tema que interessa a mim, a você e a
todos. Pois bem, estou falando disto porque neste último fim de semana, em meio
à catástrofe da Boate Kiss em Santa Maria (falarei sobre estre episódio num
próximo texto), “conheci” Brasília, a capital dos brasileiros, tão querida por
uns, mas tão odiada por outros.
Quando digo que “conheci” o
Distrito Federal é porque eu já tinha ido lá, mas era muito novo e então não me
lembro de quase nada da capital brasileira. Posso dizer, assim, que foi a
primeira vez que vi aquilo que só tinha visto pela TV. Fui a Brasília rever
minha família que mora lá desde a capital fora construída e foi uma boa
vivência.
Deixemos de lero-lero e vamos ao
que interessa neste texto. Brasília, como todos sabem, foi planejada e
construída por JK, um presidente modernista, mas foi se estendendo por todo DF,
originando as chamadas cidades satélites, Ceilândia, Taguatinga, Gama,
Sobradinho, entre outras. Todas estas cidades rodeando o Plano Piloto, onde
fica o poder em nosso país. Conheci rapidamente Ceilândia e Taguatinga e são
cidades em que se vê muito o contraste social do nosso país, casas muito boas
de um lado e a simplicidade de outro, povo humilde, mas muito acolhedor.
Como foi planejada no fim dos
anos 50, Brasília tem muito espaço a ser ocupado, é uma cidade larga em que se
leva muito tempo para fazer deslocamentos, mesmo com pistas livres. Um dos
destaques do DF é a preocupação com o meio ambiente, a cidade é muito
arborizada, o verde está em todos os lados, desde a Esplanada dos Ministérios
até a periferia tem muito verde. As avenidas de Brasília em todos os lugares
são pistas ótimas para dirigir, largas e espaçosas, mesmo assim, os trabalhadores
sofrem com engarrafamentos nos dias úteis de trabalho.
Outra coisa curiosa que acontece
lá em Brasília é a questão dos endereços. Lá as ruas não tem nome e são
conhecidas como quadras, até as avenidas tem nomes estranhos como SIA, EPL,
para os brasilienses é algo normal, mas para quem vem de fora é uma confusão.
Claro que não poderia deixar de
fechar este relato com o Plano Piloto, o maior conjunto de obras arquitetônicas
que o Brasil já viu, de lá que saem as principais decisões do País. Imponente
dentre o planalto central, o projeto idealizado por Lúcio Costa, JK e Oscar
Niemeyer, é bem moderno, isso a 63 anos da sua inauguração. A belíssima
catedral de Brasília, o lugar mais bonito de Brasília em minha opinião, com
seus anjos dependurados no alto e seus vitrais que absorvem a luz solar, dão
uma beleza única. A Praça dos Três Poderes é uma típica praça europeia com seus
pombos por todos os lados e uma imensidão sem tamanha. O Congresso impõe-se no
horizonte como algo grandioso, como foi JK ao querer realizar este sonho de
construir a nova capital e conseguiu.